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A mariquice da marcação CE nas protecções.

27/01/2015 02:27

Rapariga de pé após uma queda.Passar pela experiência de cair enquanto conduz uma mota é uma sensação pela qual nenhum de nós quer passar, ainda para mais se esta acontecer a altas velocidades. Os que já tiveram a oportunidade de experimentar sabem o que é querer parar de rebolar ou de deslizar... Quem nunca andou de escorrega?  


Quem nunca pensou após uma queda "se eu tivesse aquela protecção, talvez....", isto para os que têm a humildade para admitir isso porque ainda há aqueles que defendem que a pele cresce os plásticos é que não.


Existe uma grande crença que só o equipamento em pele é que é seguro e quanto mais grosso melhor. A resposta é sim e não... Normalmente as quedas acontecem a velocidades moderadas onde o perigo de lesão acontece no impacto inicial (com o chão, um pára-choque de carro ou algum outro objeto sólido). Esta é a razão pela qual determinadas empresas se dedicam ao desenvolvimento de roupa técnica sendo que a roupa de motociclismo é considerada roupa técnica e deve ser adquirida como tal. Utilizar protecções nos ombros, cotovelos, costas, peito e joelhos em conjunto com o seu equipamento de motociclista ajuda-o a proteger, no entanto não é qualquer protecção que consegue cumprir com o mínimo de segurança.


Infelizmente há muita gente que acha que utilizar protecções de BTT ou ciclismo de estrada é protecção suficiente para a condução de um motociclismo ou mesmo de um ciclomotor. Basta pensar nas velocidades praticadas entre um caso e outro... muito tem que se dar ao chinelo!


As directrizes para as normas CE que diz respeito à segurança passiva das protecções para motociclismo foram criadas através de um amplo grupo europeu de empresas e consultores ligados à indústria médica. Muitos fabricantes de equipamento preocupam-se em criar e desenvolver protecções que atendem a esta marcação, sendo a Spidi/XPD uma das marcas que se encontra na linha da frente no desenvolvimento de tecnologia de protecção. Estas normas estabelecem limites na quantidade de energia do impacto transmitida para as protecções, bem como o tamanho das mesmas para cada aplicação.

 

Spidi Safety Lab


Se o capacete não deixa dúvidas quanto à sua importância estas protecções também não deveriam de deixar visto a sua função ser de proteger zonas específicas do corpo humano. Esperemos que nunca aconteça mas se tiver uma queda ou acidente grave é aconselhável que substitua todas as protecções de forma a garantir sempre protecção máxima numa nova ocorrência. Especialmente se estivermos a falar das carapaças de costas em que a maioria é desenvolvida para proteger do primeiro embate. Temos ainda todas as outras protecções, muitas vezes revestidas de plástico rígido, que, após o impacto, podem estalar ou partir; neste casos deve proceder-se à imediata substituição das mesmas, mesmo nos casos em que ficaram apenas esfoladas por terem raspado no chão.

 

Existem duas normas aprovadas para se aplicar a marcação CE na protecção de motociclismo: a norma EN1621-1, que se preocupa com ombros, cotovelos, antebraços, ancas, joelhos e canelas; a norma EN1621-2, que foi desenvolvida para as protecções de costas. Tanto uma como a outra dão-nos a capacidade de absorção do impacto, e a área mínima de protecção para cada região corporal em específico.

 

Existe, no mercado, equipamento de protecção com marcação CE mas não cumprindo a norma EN1621-1 ou a norma EN1621-2. Isto significa que não são apropriados para motociclismo, e o mais certo é não o protegerem suficientemente o motociclista!

Publicado em Estreantes, iniciados e novatos por

Gonçalo Cabecinhas

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