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Óleo de motor: Mítos e factos

13/03/2017 11:50

Muitos de nós queixamo-nos dos problemas mecânicos e não sabemos porque acontecem... ou sabemos mas não queremos acreditar que o óleo que foi uma pexinxa possa ser a causa. Queremos com este artigo ajudá-lo a esclarecer as dúvidas que possa ter e desta forma poder passar "atestados de estupidez" a quem se acha o dono da verdade.

 

Antes demais deixem só dizer que a função primária de um óleo de motor é de reduzir ao máximo a fricção e o desgaste que acontece pelo contacto contínuo do metal das partes móveis existentes na unidade motriz.

 

Aproveitamos e fizemos uma colectânea de "verdades de café" que queremos ver desmitificada e que o possam esclarecer da melhor forma a não se deixar levar por conversa fiada.

Míto:

"Eu acho que o óleo que estou a utilizador é o "melhor do mundo e arredores" porque não tive até à data nenhum problema no motor. Como vês pagar mais para ter um óleo de melhor qualidade é estupidez, são todos iguais."

Facto:

O impacto negativo que um óleo de qualidade inferior tem para o motor pode ou não ser detectado no imediato. Aparentemente o desempenho pode ser satisfatório mas a realidade é que o "coração" do seu motociclo já se encontra contaminado no seu sistema de lubrificação com compostos nocivos e podem estar a causar um desgaste acrescido,  corrosão ou mesmo ferrugem. O facto de você não sentir qualquer anomalia significa que o comportamento ainda não está comprometido mas a qualquer altura irá acontecer. Quando esse momento chegar pode já ser irremediável ou com custos de reparação avultados para conseguir ter novamente o desempenho de quando era um motociclo novo.

Produtos Motul Aconselha-se que a sua escolha recaia em lubrificantes de qualidade elevada, como por exemplo a Motul, porque além de ser uma das marcas mais antigas no mercado é o actual e principal patrocinador de um dos campeonatos de motociclismo com mais expressão a nível mundial, o FIM Superbike World Championship. Isto dá-lhe uma credibilidade que poucas conseguem!

Míto:

"A minha mota tem uma certa idade e já não se encontra na garantia por isso posso aplicar o óleo que me apetecer. Não dou o dinheiro a chulos!"

Facto:

Os motores mais antigos são mais propensos ao desgaste, como tal precisam que a lubrificação seja de qualidade para ajudar a proteger as peças móveis do motor e garantir uma vida útil mais prolongada. Por outro lado consegue-se garantir que o desempenho se mantenha por mais tempo.

Míto:

"Um óleo de qualidade irá pingar através das juntas dos motores antigos. Pingar por pingar que pingue o mais barato."

Facto:

O óleo de boa qualidade não provoca fugas por desgaste das partes móveis da unidade motriz. Isto acontece porque são testados para satisfazer dezenas de normas que a indústria automóvel cria, onde só os melhores conseguem resultados positivos e são aprovados pelos diversos fabricantes de motociclos.

Os óleos são testados para garantir que são totalmente compatíveis com os materiais que todas as juntas, anilhas e vedantes são feitos. Não nos interessa ter um lubrificante que proteja de desgaste o motor mas que por outro lado a sua composição química reaja com as peças não metálicas causando a sua degradação prematura.

Se um motor antigo estiver em boas condições e não apresentar fugas, o óleo oferecerá as mesmas vantagens que quando usado num novo motor.

Míto:

"Um lubrificante sintético é só para veículos novos, o meu charuto só precisa de levar mineral... e se estiver bem disposto leva com semi-sintético."

Facto:

Esta é fácil de responder porque um lubrificante sintético tanto pode ser utilizado em veículos recentes como usados, mesmo que estes já tenham utilizado lubrificante de outro tipo (mineral ou semi-sintético).

Desde que respeitem as normas do fabricante os óleos 100% sintéticos são benéficos para a conservação e longevidade do motor além que aumentam o desempenho tantos dos novos como dos motociclicos mais velhos.

Míto:

"Qualquer óleo é poluente e vão sempre produzir lamas, isso de não as produzirem é conversa para se gastar mais dinheiro."

Facto:

Está mais que provado que os lubrificantes de fraca qualidade contribuem para o surgimento de lamas de óleo. Trata-se de depósitos formados por uma combinação de terra, sujidade, combustível parcialmente queimado, óleo de motor oxidado, líquido de refrigerador e condensação de vapor de água produzido durante a combustão.


Um bom lubrificante consegue em primeira instância separar estes contaminantes e mantê-los em suspensão de forma a poderem ser filtrados sem que se crie lamas no interior do motor. Agora deve estar a pensar para que serve então a troca regular de óleo... já a seguir .

Depósitos de lamas de óleo no cárter.

Míto:

"Trocas regulares de óleo é ladainha das oficinas para se gastar fortunas só porque sim. Eu troco quando achar que devo-o fazer."

Facto:

As trocas óleo regulares são recomendadas por todo e qualquer construtor e têm o seu intervalo bem definido, a grande maioria dos motociclos é de 6000km em 6000km. Graças à tecnologia as unidades motrizes são cada vez mais exigentes na qualidade do óleo sem que se tenha encurtado os tempos regulamentares da sua substituição.

OS contrutores consideram que a grande maioria dos utilizadores de veículos que circulam na via pública enfrentam situações que condicionam em muito a longevidade e desempenho dos motores, isto porque nós não damos conta que sujeitamos os motores a condições severas. Como tal consideram que a troca de lubrificante deveria ser encarada de uma forma mais séria e reduzida para metade o intervalo de troca do óleo. Conduzir no pára-arranca, viagens curtas e andar nos centros urbanos causam um stress acrescido à unidade motriz.

Ainda acredita que deve extender o tempo de vida do lubrificante de motor?

Míto:

"Eu tenho aquele dom de saber quando é que devo ou não trocar o dito cujo. Basta-me olhar para ele ou cheirar para saber se está bom ou não"

Facto:

Esta é um clássico quando o assunto é trocas de óleo.


Além da função básica de lubrificar as partes móveis por forma e reduzir ao máximo o atrito outra função primária do óleo é a limpeza dessas mesmas peças. Como tal é normal que o óleo possa apresentar-se sujo e com um aspecto usado, no entanto no seu circuito normal é filtrado no filtro-de-óleo para poder ser utilizado novamente na lubrificação do motor. Este é um processo constante que funciona em circuito fechado que no ponto de vista ideal não haverá lugar a acertos de níveis do lubrificante... o que não se verifica de todo por se poder perder algum na queima ou em alguma fuga que possa existir.

Durante o processo de limpeza é normal que partículas contaminantes estejam presentes mas como visto anteriormente mantêm-se em suspensão para poderem ser filtradas. Isto tudo para lhe dizer que o aspecto pode não ser o melhor mas que as propriedades que se lhe conhece ainda estejam presentes e não seja preciso a sua troca.

"Sempre que tenho uma mota nova troco logo o óleo para um melhor, não quero cá "resmenguices" a contaminar o motor."

Facto:

Esta é daquelas que mais nos surpreendeu. Então os construtores dão garantia de produtos que têm custos elevados e depois iriam utilizar lubrificante que poderiam colocar em causa a longevidade e desempenho dos motores? Pessoal vamos lá a somar um mais um e pensar que eles não são parvos de todo e têm uma imagem a defender.


A fase da rodagem é talvez a altura mais crítica na vida de um motor novo ou reconstruído, isto porque apesar da rodagem feita no processo de fabricação as peças ainda podem não estar justas ao ponto de ter as folgas recomendadas para o desempenho ideial. Tem-se então que o tipo de lubrificante utilizado pelas marcas de motociclos seja muito rico em detergentes e aditivos para ajudar na remoção das limilhas que possam surgir aquando da fricção das partes móveis novas e que estão a " acamar".

"Só uso óleo espesso para prolongar a vida do motor porque este consegue preencher melhor os espaços existente no motor."

Facto:

A razão pela qual os construtores recomendam lubrificantes de viscosidades diferentes tem a haver com o desempenho que os motores conseguem atingir. A viscosidade recomendada é baseada naquela em que o motor apresenta um consumo menor e mantem a protecção do motor elevada. Os óleos de viscosidade baixa ajudam na redução da fricção interna do motor e a sua passagem pelos canais existente no interior da unidade motriz são preenchidos mais facilmente.


Um ponto a ter em consideração para a escolha da viscosidade é o clima onde se opera o motor, isto por causa dos arranques a frio, quando mais frio for o local menor deverá ser a viscosidade do lubrificante. Por outro lado um óleo mais fino tem tendência a degradar-se mais rapidamente que um mais viscoso. Daí a importância de saber quais as viscosidades recomendadas pelos fabricantes de forma a se encontrar um ponto de equilíbrio entre durabilidade do óleo e da protecção que este oferece ao motor. Atenção não nos podemos centrar só na questão do clima, também é necessário ter em atenção a tipologia de motor e a utilização que se vai fazer deste.

Norma SAE com base na temperatura e tipo de óleo.

O nosso conselho é que tente saber qual o óleo indicado para o seu clima , normalmente em Portugal os lubrificantes com a norma SAE 10w40 é o mais indicado, contudo não implica que não considere outras opções e veja no manual de utilizador quais as recomendações do construtor.

Publicado em Preparação e melhoramentos por

Gonçalo Cabecinhas

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